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quarta-feira, 26 de maio de 2010

BLOCOS LÓGICOS


Os blocos lógicos foram criados na década de 50 pelo matemático húngaro Zoltan Paul Dienes e são eficientes para que os alunos exercitem a lógica e evoluam no raciocínio abstrato.
Constituem um material extraordinário para estimular na criança, a análise, o raciocínio e o julgamento, partindo da ação, para então desenvolver a linguagem. De 1890 a 1934 foram utilizados de modo sistemático com crianças pelo psicólogo russo Vygotsky, quando ele estudava a formação dos conceitos infantis.
Os blocos lógicos constituem-se de caixas contendo 48 peças divididas em:
círculos, quadrados, triângulos e retângulos;
três cores (amarelo, azul e vermelho);
dois tamanhos (grande e pequeno);
duas espessuras (fino e grosso).
SUGESTÕES DE USO:
O professor distribui a caixa com os os blocos lógicos. Orienta a criança para que explore o material, olhe, manuseie e brinque.
Em conversa informal, o professor distribui a caixa com os blocos introduz a terminologia classificativa de cada peça de acordo com cores, formas, tamanho e espessura.O professor sugere questões para que cada peça fique no seu lugar. Cada aluno terá de pensar lá consigo: Qual a coluna que pode conter a peça que tenho na mão? E qual a fila que pode conter a mesma peça? E depois de descobrir ambas, e achar o seu cruzamento, o aluno fez a intersecção de conjuntos.
Empilhando peças:
Blocos lógicos espalhados pelo chão e os alunos em círculo, um aluno pega a primeira peça e coloca no meio e depois os outros vão empilhando as peças umas por cima das outras de forma a não derrubar a torre. A moral é que os alunos vão ter que ir escolhendo as melhores peças para não deixar cair a torre.
Blocos lógicos espalhados pelo chão, formar o conjunto das peças que não são triângulos. Esse jogo familiariza a criança com a negação, com o conjunto complementar.

TANGRAM



Tangram é um quebra-cabeça chinês formado por 7 peças (5 triângulos, 1 quadrado e 1 paralelogramo)
Com essas peças podemos formar várias figuras, utilizando todas elas e sem sobrepô-las. Segundo a Enciclopédia do Tangram é possível montar mais de 1700 figuras com as 7 peças. Esse quebra-cabeça, também conhecido como jogo das sete peças, é utilizado pelos professores de matemática como instrumento facilitador da compreensão das formas geométricas. Além de facilitar o estudo da geometria, ele desenvolve a criatividade e o raciocínio lógico, que também são fundamentais para o estudo da matemática. Existem várias lendas sobre o surgimento do Tangram. Diz algumas escrituras que: uma pedra preciosa se desfez em sete pedaços e com eles era possível formar várias formas (animais, plantas, pessoas) outra diz que um imperador deixou o seu espelho cair, e esse se desfez em 7 pedaços que poderiam ser usados para formar várias figuras. A verdade é que não se sabe ao certo como surgiu o Tangram.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

domingo, 16 de maio de 2010

Niterói: 70% dos professores sofrem de estresse

educação básica
09 de abril de 2007
Niterói: 70% dos professores sofrem de estresse

Um recente estudo da Universidade do Estado do Rio Janeiro (Uerj), realizado pela pesquisadora Gisele Levy, revela que cerca de 70% dos professores de cinco escolas da Rede Municipal de Educação de Niterói sofrem da Síndrome de Burnout, ou seja, de exaustão emocional, despersonalização e falta de realização.

A amostra reuniu 119 professores do Ensino Fundamental de Niterói e municípios vizinhos, que trabalham com alunos entre seis e 14 anos de idade. Deste total, 71 % pertenciam ao gênero feminino, 34% tinham idade entre 31 e 40 anos. 86% se sentiam ameaçados em sala de aula.

Segundo Gisele Levy, são muitos os aspectos que contribuem para a Síndrome de Burnout, como as condições precárias em que o ensino público se encontra, baixos salários, jornada de trabalho excessiva, prédios mal conservados, falta de equipamentos, violência dentro e fora das escolas e até mesmo a inexperiência.

"A idade do professor é determinante para o desgaste profissional. Professores de mais tem cerca de 10,6 milhões de jovens de 15 a 17 anos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2005. De cada dez brasileiros nessa faixa etária, praticamente dois não estudam, quatro estão no ensino fundamental e quatro, no ensino médio. Pela idade, todos deveriam estar no ensino médio.

Por causa do atraso acumulado no ensino fundamental, muitos jovens chegam ao ensino médio com a idade defasada. Os dados do Censo Escolar de 2005 indicam que quase metade dos alunos que estão nesta etapa tem idade superior à adequada para a série que frequenta. Isso contribui para aumentar a idade de conclusão do ensino médio: de cada dez alunos que terminam o 3º ano, quatro têm mais de 17 anos.

Para o professor de Economia da Universidade de São Paulo (USP) Naércio Menezes Filho, o Brasil precisa enfrentar não apenas o desafio de aumentar o acesso dos jovens ao ensino médio, mas também o de fazer com que eles possam terminar essa etapa na idade certa. Ele cita levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Segundo esse estudo, alunos de escolas públicas que concluem o ensino médio com até 18 anos têm melhor desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No exame do ano passado, eles tiveram média de 33,72. Já os jovens com mais de 18 anos tiveram média de 28,99.

"Os alunos atrasados, ou entraram tardiamente, por virem de famílias mais pobres, ou repetiram várias vezes ao longo do processo. Por isso é que eles estão atrasados, e isso explica o desempenho pior deles nos exames", diz ele.

Para os especialistas, a falta de interesse do aluno pela escola é outro fator que pode prejudicar o desempenho nos estudos. A presidente da União Nacional do Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Maria do Pilar Lacerda, diz que a escola precisa se atualizar para atrair os jovens.

"As escolas continuam usando as mesmas ferramentas e instrumentos dos anos 50, do século passado. O quadro negro, giz, copiar, um [aluno] sentado atrás do outro, usando apenas o livro e o caderno, e aí há esse divórcio entre o que a escola acha que é bom e o que os meninos precisam", afirma. "A escola tem que responder ao desafio da contemporaneidade. Essa é a busca: a busca da qualidade não é qualidade de escola pública para pobres, é a busca da qualidade da educação para meninos e meninas desse país do século 21."

Outro caminho para aproximar o ensino médio dos jovens é a oferta de cursos profissionalizantes nas escolas públicas, como explica o ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo ele, esse é um dos pontos do Plano de Desenvolvimento da Educação, que o governo federal deve anunciar este mês. "Nós vamos investir fortemente na educação profissional no ensino médio. Havia uma lei que proibia a integração do ensino profissional ao ensino médio. Foi revogada pelo governo Lula, e agora nós temos todas as condições de oferecer para esse jovem uma perspectiva profissional."

Segundo o ministro, a previsão é que, em abril, seja publicado um edital para que os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) e institutos tecnológ icos possam se candidatar a oferecer formação profissional para o jovem da escola pública de ensino médio. "Isso vai melhorar muito as condições de ensino, além, é óbvio, do livro didático do ensino médio ,que não existia no passado, e dos laboratórios de informática que estão sendo instalados em todas as escolas públicas de ensino médio do país", destaca Haddad, em referência a outras iniciativas que o ministério vem tomando.

(O Dia)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Aluguel Social de Niterói será liberado na terça

Por: Renato Onofre 03/05/2010
Em São Gonçalo, 658 moradores do Novo México já receberam o benefício. Para os niteroienses, pagamentos começam nesta terça-feira na Quadra da Viradouro

Após cerca de um mês morando de forma improvisada em abrigos, moradores de Niterói que estão com o nome na lista divulgada pela Prefeitura comemoram, de forma antecipada, a liberação Aluguel Social. O benefício de R$ 400, que começa a ser entregue nesta terça-feira, é a chance de recomeço para cerca de 3,2 mil pessoas que perderam casas e parentes com as enchentes.

Em São Gonçalo, 658 moradores do Novo México já foram beneficiados, nesta segunda-feira, e a previsão é que outros 614, de Jardim Catarina, Salgueiro, Fazenda dos Mineiros e Zumbi, sejam contemplados.

Abrigada no Colégio Doutor Memória, no Cubango, a dona de casa Lilia Salima, de 28 anos, já está preparando a mudança definitiva para a nova residência, em Tribobó. O imóvel com quarto, sala cozinha e banheiro será alugado pelo valor exato do benefício para ela, o marido e as duas filhas morarem. A casa onde morava, no Cubango, está interditada. O cadastro foi todo feito na escola.

“O dinheiro veio em boa hora. Único problema é que a casa vai ficar muito longe da escola da minha filha”, disse.

Já a dona de casa Valéria Ferreira Matos, de 21, ainda não sabe para onde vai depois que receber os R$ 400. Parte da casa onde ela morava, na Travessa Iara, caiu e, mesmo sem o laudo da Defesa Civil, o benefício foi concedido.

“Todo o processo foi feito no abrigo. Agora vou procurar uma casa”, declara.

Excluídos - Apesar de estarem nas mesmas condições de muitos beneficiados, e terem sido cadastradas no mesmo dia e local, diversas pessoas afirmam não ter conseguido ingressar na lista do Aluguel Social. Abrigado no mesmo local que Lília e Valéria, Tiago Silva, de 22 anos, não sabe explicar por que não foi incluído no benefício. Ele disse ter ficado surpreso ao ver que o nome não constava na lista divulgada pela Prefeitura.

“Quando meus colegas estiverem indo para as novas casas, vou continuar no abrigo. Já tenho imóvel em vista, mas não tenho dinheiro”, lamenta.

Já o pedreiro George Davi Pereira da Silva, de 46 anos, está apreensivo pois tem um nome na lista quase igual ao dele, mas falta o sobrenome “Davi”. Assim, ele não tem certeza se é, de fato, o beneficiado. Em vez de procurar um imóvel com os R$ 400, George disse preferir reformar a casa, no Morro da Chácara, e torná-la segura.

“Com o dinheiro do Aluguel Social não vou conseguir nada, porque o valor é baixo. Além disso, nem sei se vou conseguir receber”, diz.

Por conta própria, George e o vizinho Jackson Soares Botelho, de 30 anos, resolveram “conter” o barranco que ameaça cair sobre as residências. Eles contam que gastaram R$ 1 mil em material para evitar novos desastres. “Minha casa está interditada e não tenho para onde ir. Vamos colocar concreto no barranco para ele não cair. Não quero ir para abrigos”, reclama Jackson.

A secretaria estadual de Assistência Social informou que fez apenas o cadastramento dos desabrigados e que a parte da seleção para o Aluguel Social foi responsabilidade da Prefeitura. A Prefeitura informou que o critério de seleção para o aluguel social foi estar em abrigos ou ter laudo da Defesa Civil. Pessoas que ficaram fora da lista devem procurar a quadra da Viradouro sexta-feira, onde cada caso será analisado. Ainda segundo a Prefeitura, possíveis casos de erro serão corrigidos.

Em Niterói, o Aluguel Social será entregue nesta terça. quarta e quinta-feira. Nesta terça, serão beneficiadas pessoas com o número 0001 ao 1050. O benefício será entregue na Quadra da Escola de Samba Viradouro, das 10 às 16 horas. A quadra fica na Avenida do Contorno, 16, Barreto.

Listagem - A listagem divulgada pela Prefeitura tem 44 nomes repetidos e 55 sem sobrenome. Existe ainda entre os beneficiários uma creche comunitária e uma pessoa identificada apenas como “Adulto”. Os supostos erros na divulgação das 3.200 pessoas beneficiadas com R$ 400 mensais para o custeio de moradia significam pelo menos 150 desabrigados sem receber a ajuda esta semana.

Contudo, através da assessoria de imprensa, a Prefeitura garantiu que não há possibilidade de que uma pessoa receba o benefício mais de uma vez. O Executivo admite que possa ter havido algum tipo de erro na elaboração da lista e que trabalha para corrigi-los. A Prefeitura informa ainda que todas as pessoas serão recadastradas na hora de receber o benefício e que, quem ainda não teve direito ao aluguel social, terá garantido o direito ao benefício nas próximas semanas.


O Fluminense

segunda-feira, 3 de maio de 2010

sábado, 1 de maio de 2010

Situação de Niterói

Por: Karina Fernandes 28/04/2010
Ainda há famílias desabrigadas devido às chuvas do início de abril ocupando 17 escolas. Mas, segundo o Sepe, mesmo onde tem aula, a frequência é baixa

Cerca de 5 mil alunos da rede municipal de Niterói ainda estão sem aulas desde os deslizamentos que atingiram a cidade devido às chuvas do início do mês. Enquanto a situação das 924 pessoas abrigadas em 17 escolas municipais não é resolvida, responsáveis pelas crianças reclamam da falta de previsão de retorno às atividades escolares. Com toda essa indefinição, mães ficam sem saber onde deixar os filhos para ir para o trabalho.

A manicure Kelli Lima de Paulo, de 23 anos, contou que está perdendo clientes porque tem que levar os filhos Rayssa, de 4, Thaynara, de 3, e Samuel, de 1, junto com ela para a casa das freguesas e, muitas vezes, as crianças atrapalham. As meninas estudam na Escola Municipal Ernani Moreira Franco, no Fonseca.

“Como não estou conseguindo trabalhar, porque não tenho com quem deixá-las, estão faltando as coisas dentro de casa. Sempre vou à escola delas buscar fraldas e leite. Elas todo dia perguntam se as aulas não vão voltar”, queixou-se.

Frequência – Para Rodrigo Teixeira, diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe), outro problema é a frequência das crianças nas escolas que estão tendo aulas normalmente.

“Mesmo nas escolas que estão tendo aulas, os alunos não estão conseguindo chegar. Muitos perderam roupas, cartões RioCard e materiais escolares”, explicou.

Sem ter previsão de quando o neto Nathan, de 8, vai voltar a estudar, a dona de casa Anatália de Jesus Joaquim, de 57, está procurando outra escola para o menino.

“A mãe do Nathan foi até outra escola para tentar uma vaga. Como ele está aprendendo a escrever, ficar sem aula está prejudicando ele”, reclamou.

Só na Escola Municipal Alberto Brandão, no Fonseca, onde Nathan estuda, outros 120 alunos continuam em casa. Como os pais têm que trabalhar, as crianças passam o dia brincando na rua com os amigos.

A Prefeitura de Niterói informou que em quatro unidades (no Morro do Estado, Palmeiras, Pé Pequeno e Engenhoca) as aulas estão acontecendo normalmente devido ao baixo número de abrigados. A previsão é de que as aulas retornem em todas as escolas na próxima segunda-feira.

De acordo com a Prefeitura, uma comissão do Conselho Municipal de Educação começou a se reunir para estudar os caminhos legais de reposição dos dias parados e garantir a obrigatoriedade do calendário letivo.


O Fluminense