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sábado, 26 de junho de 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

As inteligências múltiplas

A Teoria das Inteligências Múltiplas, de Howard Gardner (1985) é uma alternativa para o conceito de inteligência como uma capacidade inata, geral e única, que permite aos indivíduos um desempenho, maior ou menor, em qualquer área de atuação. Na sua pesquisa, Gardner estudou também: ( a) o desenvolvimento de diferentes habilidades em crianças normais e crianças superdotadas; (b) adultos com lesões cerebrais e como estes não perdem a intensidade de sua produção intelectual, mas sim uma ou algumas habilidades, sem que outras habilidades sejam sequer atingidas; (c ) populações ditas excepcionais, tais como idiot-savants e autistas, e como os primeiros podem dispor de apenas uma competência, sendo bastante incapazes nas demais funções cerebrais, enquanto as crianças autistas apresentam ausências nas suas habilidades intelectuais; (d) como se deu o desenvolvimento cognitivo através dos milênios.
Gardner sugere, ainda, que as habilidades humanas não são organizadas de forma horizontal; ele propõe que se pense nessas habilidades como organizadas verticalmente, e que, ao invés de haver uma faculdade mental geral, como a memória, talvez existam formas independentes de percepção, memória e aprendizado, em cada área ou domínio, com possíveis semelhanças entre as áreas, mas não necessariamente uma relação direta. Na sua teoria, Gardner propõe que todos os indivíduos, em princípio, têm a habilidade de questionar e procurar respostas usando todas as inteligências. Todos os indivíduos possuem como parte de sua bagagem genética, certas habilidades básicas em todas as inteligências. A linha de desenvolvimento de cada inteligência, no entanto, será determinada tanto por fatores genéticos e neurobiológicos quanto por condições ambientais. Ele propõe, ainda, que cada uma destas inteligências tem sua forma própria de pensamento, ou de processamento de informações, além de seu sitema simbólico. Estes sistemas simbólicos estabelecem o contato entre os aspectos básicos da cognição e a variedade de papéis e funções culturais.
Quanto ao ambiente educacional, Gardner chama a atenção pare o fato de que, embora as escolas declarem que preparam seus alunos pare a vida, a vida certamente não se limita apenas a raciocínios verbais e lógicos. Ele propõe que as escolas favoreçam o conhecimento de diversas disciplinas básicas; que encorajem seus alunos a utilizar esse conhecimento para resolver problemas e efetuar tarefas que estejam relacionadas com a vida na comunidade a que pertence; e que favoreçam o desenvolvimento de combinações intelectuais individuais, a partir da avaliação regular do potencial de cada um.
Gardner identificou as inteligências lingüística, lógico-matemática, espacial, musical, Cinestésica, interpessoal e intrapessoal. Postula que essas competências intelectuais são relativamente independentes, têm sua origem e limites genéticos próprios e substratos neuroanatômicos específicos e dispõem de processos cognitivos próprios. Segundo ele, os seres humanos dispõem de graus variados de cada uma das inteligências e maneiras diferentes com que elas se combinam e organizam e se utilizam dessas capacidades intelectuais para resolver problemas e criar produtos. Gardner ressalta que, embora estas inteligências sejam, até certo ponto, independentes uma das outras, elas raramente funcionam isoladamente. Embora algumas ocupações exemplifiquem uma inteligência, na maioria dos casos as ocupações ilustram bem a necessidade de uma combinação de inteligências. Por exemplo, um cirurgião necessita da acuidade da inteligência espacial combinada com a destreza da cinestésica.
Inteligência lingüística
Os componentes centrais da inteligência lingüística são uma sensibilidade para os sons, ritmos e significados das palavras, além de uma especial percepção das diferentes funções da linguagem. É a habilidade para usar a linguagem para convencer, agradar, estimular ou transmitir idéias. Gardner indica que é a habilidade exibida na sua maior intensidade pelos poetas. Em crianças, esta habilidade se manifesta através da capacidade para contar histórias originais ou para relatar, com precisão, experiências vividas. No que se refere à educação centrada na criança, Gardner levanta dois pontos importantes que sugerem a necessidade da individualização. O primeiro diz respeito ao fato de que, se os indivíduos têm perfis cognitivos tão diferentes uns dos outros, as escolas deveriam, ao invés de oferecer uma educação padronizada, tentar garantir que cada um recebesse a educação que favorecesse o seu potencial individual. O segundo ponto levantado por Gardner é igualmente importante: enquanto na Idade Média um indivíduo podia pretender tomar posse de todo o saber universal, hoje em dia essa tarefa é totalmente impossível, sendo mesmo bastante difícil o domínio de um só campo do saber.
Referências Bibliográficas
• ANTUNES, Celso. Jogos para a Estimulação das Múltiplas Inteligências. Petrópolis: Vozes, 2002.
• ANTUNES,Celso. Como desenvolver conteúdos explorando as Inteligências Múltiplas. Petrópolis: Vozes, 2002.
• GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas: a Teoria na Prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
• GARDNER, Howard. A Criança pré-escolar: como pensa e como a Escola pode ensiná-la. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.

Resenha do Livro: Letramento: um tema em três gêneros

O livro consiste de uma apresentação e três capítulos, nos quais a autora divide Letramento como verbete, texto didático e ensaio.
No primeiro capítulo Letramento em verbete, Soares realça que seu público alvo é o leitor-professor. Relata sobre a palavra letramento como uma palavra recém chegada ao vocabulário de Educação e Lingüística. Fala do alfabetismo e analfabetismo mostrando a diferença entre alfabetismo e letramento. Cita que no Aurélio encontramos analfabetismo “estado ou condição de analfabeto” alfabetizar “ensinar a ler” alfabetizado “aquele que sabe ler e escrever”, letrado “versado em letras, erudito”, sendo que no mesmo dicionário não se encontra a palavra letramento. Ainda, no capítulo 1, a autora escreve sobre a origem do letramento. Segundo ela a palavra foi traduzida do inglês literacy, que etimologicamente vem do latim littera (letra), com sufixo-cy, que denota qualidade, condição, estado, fato de ser. Ou seja, condição que assume aquele que aprende a ler e escrever. Implícito neste conceito temos a idéia de que a escrita traz conseqüências sociais, culturais, políticas, econômicas, cognitivas lingüística, tanto para o grupo social ou para o indivíduo que aprende a usá-la.
No segundo capítulo, Letramento em texto didático, a autora refere que seu público alvo é o professor – leitor - estudante. Nesse capítulo, a autora faz referência entre como distinguir se o indivíduo é letrado, concluindo que há diferentes tipos de níveis de letramento, dependendo da necessidade, das demandas do indivíduo ao seu meio, do contexto social e cultural. A autora conclui que o fato de estarmos usando letramento já é um sinal que compreendemos que não somente importa ensinar a ler e escrever, mas acima de tudo levar o indivíduo a fazer uso da leitura e escrita, principalmente sobre a importância da leitura e a da dificuldade do acesso à mesma em países de 3º mundo.
No terceiro capítulo: Letramento em ensaio, A autora escreve sobre a importância de avaliar e medir o letramento, para que com esses dados se estabeleça e se criem políticas para controlar programas de alfabetização e letramento.
É letrada a pessoa que consegue tanto ler quanto escrever com compreensão uma frase simples e curta sobre sua vida cotidiana. É iletrada a pessoa que não consegue ler nem escrever com compreensão uma frase simples e curta sobre a sua vida cotidiana.
Portanto, a autora mostra a relevância de medir e avaliar letramento, num ambiente escolar e num contexto social. Para que justamente se criem soluções ao nível de letramento num contexto social e escolar.
Como podemos concluir esse livro é de grande importância para quem trabalha na área de alfabetização e letramento. O texto nos mostra letramento em três gêneros de discurso, no qual sem se tornar repetitiva a autora explora letramento e suas definições. Mostra que, apesar de encontramos dificuldade em definir letramento, devemos tentar conceituá-lo, para que possamos medi-lo e avaliá-lo, sendo esse procedimento importante para que tenhamos êxito no nosso letramento como contexto social, sendo esse de grande importância para nossa sociedade.

Referência:

• SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. 2. ed. Belo Horizonte:
Autêntica, 1999.

quarta-feira, 9 de junho de 2010